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Colelitíase (Pedra na Vesícula) e Cirurgia

Você já sentiu uma dor em baixo da costela direita, que as vezes vai pras costas, depois de comer uma comida mais gordurosa?

Essa é a dor mais típica de quem tem pedra na vesícula. Mas não é o único sintoma.

Algumas vezes você pode não sentir nada e descobrir por acaso num exame de rotina. Outras vezes, pode ter sintomas mais severos, como vômitos, febre e pode ficar amarelo (com branco do olho amarelo), com xixi cor de coca-cola e fezes esbranquiçadas.

O tratamento para quem tem pedras na vesícula é a cirurgia para retirada da vesícula.

Diferente da pedra nos rins, em que se tira apenas as pedras, quando tem pedras na vesícula, tiramos a vesícula toda.

A função da vesícula é apenas armazenar a bile (quem a produz é o fígado) e o corpo se adapta muito bem sem ela.

 

O que é a vesícula biliar?

A vesícula biliar é um órgão em forma de saco, parecido com uma pera, localizada abaixo do lobo direito do fígado. Sua função é armazenar a bile, líquido produzido pelo fígado que atua na digestão de gorduras no intestino. A bile auxilia na digestão de gorduras e contém grande quantidade de sais biliares que são sintetizados a partir de várias substâncias, entre elas o colesterol.

A presença de cálculos (pedras) na vesícula biliar pode acontecer em até 30% da população saudável.

 

Pedra na Vesícula ou Colelitíase

Quando alguma dessas substâncias aumentam sua concentração na bile, elas podem ir se acumulando na vesícula. Ao passar dos meses e anos, esses acúmulos formam os cálculos, também chamados de pedras.

 

Sintomas

A maioria dos pacientes com litíase (pedras na vesícula) não manifesta sintomas, mas alguns apresentam dor intensa na região do estômago e lateral direita do abdome, que pode irradiar para o dorso. Essa dor do lado direito pode ir para as costas 1h depois de comer. Olhos e pele amarelados e também enjoos e vômitos, especialmente após as refeições.

 

Causas

  • Alimentação rica em gorduras e carboidratos;
  • Alimentação pobre em fibras;
  • Sedentarismo, que aumenta o colesterol ruim e diminui o colesterol bom;
  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Obesidade;
  • Perda rápida de peso;
  • Tabagismo;
  • Uso prolongado de anticoncepcionais;
  • Elevados níveis de estrogênio (isso explica porque é mais comum os cálculos biliares no sexo feminino);
  • Predisposição genética.

 

O cálculo biliar pode ser formado quando a bile não consegue dissolver todo o colesterol excretado pelo fígado. O colesterol que resta decanta lentamente (igual sujeira na piscina), se transforma em cristais e, enfim, forma pedras na vesícula.

Além de estar relacionada com o colesterol, a formação de pedras na vesícula pode ser desencadeada a partir de uma série de fatores de risco: mulheres, pessoas com mais de 60 anos, diabéticos, obesos, gestantes, assim como pacientes que apresentam histórico familiar e aqueles que perderam peso muito rapidamente.

Essa dor, chamada cólica biliar, é causada pela obstrução do ducto cístico (porta de saída da vesícula) por um cálculo, durante a tentativa de esvaziamento da vesícula para digestão de alimentos ricos em gordura.

Outras complicações relacionadas aos cálculos biliares incluem colecistite aguda, pancreatite biliar, coledocolitíase com ou sem colangite, íleo biliar e carcinoma de vesícula.

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Tratamento

O tratamento para a colelitíase sintomática é a colecistectomia videolaparoscópica eletiva, ou seja, retirada da vesícula por vídeo (cirurgia dos furinhos) programada após consulta e avaliação de risco cirúrgico.

 

Todo mundo que tem pedra precisa tirar a vesícula?

Não.

O nome técnico da cirurgia da vesícula é Colecistectomia e na grande maioria das vezes é minimamente invasivo, feita por videolaparoscopia (em que são feitos apenas 3 ou 4 furinhos).

Ela é indicada para quem tem sintomas – como dor, vômitos ou icterícia (aquele amarelo que falei antes), para quem tem cálculos (pedras) muito grandes ou muito pequenas, microcálculos, e para quem tem pólipos maiores de 1cm.

As pedras maiores que 3cm e pólipos maiores que 1cm estão relacionadas a maior incidência de câncer. E os microcálculos ao maior risco de pancreatite.

Essa cirurgia é bem simples e segura. Tem duração aproximada de 40 minutos quando não está inflamada. E a internação dura entre 12 e 24h.

 

Recuperação

Depois da cirurgia você vai ficar em repouso relativo por 15 dias. Isso quer dizer que não deverá fazer grandes esforços, ou dirigir, mas também não precisará ficar deitada.

Depois de 30 dias poderá fazer todas as atividades, inclusive academia.

A dieta deverá ser sem gorduras por 30 dias também e depois, normal.

 

Perguntas e Respostas

1) O que é a vesícula biliar?

A vesícula biliar é um reservatório em forma de pera localizada na superfície inferior do fígado. Ela armazena e concentra a bile produzida no fígado e a libera para o duodeno em resposta a uma refeição.

2) Como as pedras da vesícula são formadas?

Os cálculos biliares são formados de colesterol e sais de cálcio. Eles representam uma incapacidade de manter esses solutos biliares em estado solubilizado.

3) Quais são os fatores de risco para formação de pedras na vesícula?

São fatores que aumentam o risco de formação de litíase biliar: obesidade, emagrecimento rápido, sexo feminino, gravidez, doença de Crohn, anemia falciforme, operação gástrica, entre outros.

 

Abaixo um vídeo sobre como deve ser a alimentação após a retirada da vesícula:

 

 

Colecistite Aguda

A dor no quadrante superior direito, semelhante a cólica biliar, porém de maior duração, é o sintoma mais comum da colecistite aguda. Pode estar associada a náuseas, vômitos e febre.
Essa patologia é causada pela manutenção da obstrução do ducto cístico, que inicialmente havia causado a cólica biliar. A obstrução leva a distensão da vesícula e sua parede torna-se espessada e edematosa. Nos casos mais graves, esse processo pode provocar isquemia e necrose, formação de abcesso ou empiema no interior da vesícula.

A dor no quadrante superior direito, semelhante a cólica biliar, porém de maior duração, é o sintoma mais comum da colecistite aguda.

 

Tratamento

O tratamento da colecistite aguda é hidratação, analgesia e antibióticos, seguida de colecistectomia videolaparoscópica (cirurgia para retirada da vesícula) preferencialmente nas primeiras 48 horas de internação hospitalar.

Por: Dra. Helena Malnati

Dra. Helena Malnati é Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Graduada em Medicina (UNB) com Especialização em Cirurgia Geral, Cirurgia Geral Avançada e Videolaparoscopia.

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